Leio jornais do futuro
Em praças de antigamente,
Os fatos do vir-a-ser
Acontecem de repente.

Que sopro estranho percorre
As ocorrências que li,
Que dedos de ventania
Levam fotos que perdi?

A chuva que vai chegando,
Tenta ler sobre meu ombro
Manchetes desesperadas
E reportagens de assombro.

Só o pássaro pousado
Conta conto de blandícia,
Canta canto de esperança
No ramo de uma notícia.