Sobre teu corpo, ovelha silenciosa,
A tarde espalha o bronze dos sinos
E a mão do mago semeia.
Sobre tua lã petrificada
Os caminhos de trigo
Afluem para o sangue
Das videiras profanadas.
Sobre tua inocência
Brota o verso
Que banhará teus pés atolados
Na campina, onde há dragões
Mastigando fogos verdes.

Em teu silêncio se tresmalham
Olhares do não ter sido.