Homenagem a Paulo Bomfim

Por Elizabeth Cury Bechir Watanabe
Membro da Academia Itanhaense de Letras.

No final da tarde do dia 10 de Outubro, sexta-feira às 17:00 horas, o Salão do Jury da Comarca de Itanhaém, foi palco de muitas lembranças. Lembranças estas revividas naquele momento cheio de muitas emoções, com a presença de muitos amigos, que lá estavam para homenagear Paulo Bomfim. Membro da Academia Paulista de Letras e Membro Honorário da Academia Itanhaense de Letras.

Hoje, uma dos maiores poetas brasileiros vivos, “Príncipe dos Poetas Brasileiros”; detentor de vários prêmios, o mais recente: Prêmio Fundação Bunge de Letras, homenageado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo em 01 de Outubro e hoje pelo Fórum da Comarca de Itanhaém, juntamente com a Câmara Municipal.

Relatos de várias autoridades, enaltecendo o poeta e relembrando fatos de sua vida passados em Itanhaém.

Itanhaém, cidade que inspirou muito o poeta em suas poesias, presenteou-o com o Título de “Cidadão Itanhaense”.
Paulo Bomfim – Orgulho dos Itanhaenses.

Outro momento especial
Passagem de Paulo Bomfim pela Biblioteca Municipal em 10 de Outubro de 2008.

Por Léia Menezes

No final da tarde de sexta-feira (10), Paulo Bomfim, patrono da Biblioteca Municipal de Itanhaém acompanhado pelo Desembargador Luiz Antonio Rodrigues da Silva do Tribunal de Justiça de São Paulo, honrou-nos com suas presenças. Durante sua visita elogiou a reforma e a organização da nossa Biblioteca.
Na quinta feira (9) recebemos a visita do Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Dr. Roberto Antonio Vallim Bellocchi.

 

Acima o poeta Paulo Bomfim acompanhado do
Desembargador Luiz Antonio Rodrigues da Silva.

Poeta Paulo Bomfim o “príncipe dos poetas" recepcionado pela Bibliotecária
Léia Menezes na Biblioteca Municipal de Itanhaém da qual é patrono.
Julgamos oportuno que os jovens leitores de Itanhaém saibam da importância do poeta e patrono da biblioteca Municipal. Por essa razão documentamos abaixo dados de sua rica biografia.

Paulo Lébeis Bomfim nasceu no dia 30 de setembro de 1926 em São Paulo (SP). Abandonou o curso de Direito, iniciado por volta de seus 20 anos, preferindo continuar trabalhando como colaborador dos jornais “Diário de São Paulo”, “Correio Paulistano” e “Diário de Notícias”.

Seu primeiro livro, “Antônio Triste”, lançado em 1946, com prefácio de Guilherme de Almeida e ilustrações de Tarsila do Amaral, recebeu o Prêmio Olavo Bilac, concedido pela Academia Brasileira de Letras, em 1947.

Tornou-se relações públicas da "Fundação Cásper Líbero" e fundador, com Clóvis Graciano, da Galeria Atrium. Produziu "Universidade na TV" juntamente com Heraldo Barbuy e Oswald de Andrade Filho; "Crônica da Cidade" e "Mappin Movietone". Apresentou na Rádio Gazeta, "Hora do Livro" e "Gazeta é Notícia".

Entre 1971 e 1973 foi curador da Fundação Padre Anchieta, diretor técnico do Conselho Estadual de Cultura de São Paulo e representante do Brasil nas comemorações do cinqüentenário da Semana de Arte Moderna, em Portugal.

Tem uma vasta coletânea. Publicou, em 1951, "Transfiguração". Em 1952, "Relógio de Sol". Lança as primeiras cantigas, musicadas por Dinorah de Carvalho, Camargo Guarnieri, Theodoro Nogueira, Sérgio Vasconcelos, Oswaldo Lacerda e outros. São de 1954, "Cantiga de Desencontro", "Poema do Silêncio", "Sinfonia Branca" e depois, em 1956, "Armorial", ilustrado por Clóvis Graciano. Em 1958, lança "Quinze Anos de Poesia" e "Poema da Descoberta". Publica a seguir "Sonetos"(1959), "O Colecionador de Minutos", "Ramo de Rumos" (1961), "Antologia Poética" (1962), "Sonetos da Vida e da Morte" (1963). "Tempo Reverso" (1964), "Canções" (1966), "Calendário" (1968), "Poemas Escolhidos" (1974), "Praia de Sonetos" (1981), com ilustrações de Celina Lima Verde, "Sonetos do Caminho" (1983), "Súdito da Noite" (1992), "50 Anos de Poesia" e "Sonetos" pela Universitária Editora de Lisboa. Em 2000 e 2001 publicou os livros de contos e crônicas “Aquele Menino” e “O Caminheiro”. Publicou, em 2004, “Tecido de lembranças” e, em 2006, quando o poeta completou 80 anos de idade, “Janeiros de meu São Paulo” e “O Colecionador de Contos”.

Suas obras foram traduzidas para o alemão, o francês, o inglês, o italiano e o castelhano.

No dia 23 de maio de 1963, passou a ocupar a cadeira 35 da Academia Paulista de Letras tendo sido saudado por Ibrahim Nobre. Presidente do Conselho Estadual de Cultura e do Conselho Estadual de Honrarias e Mérito, na década de 70.

No dia 14 de dezembro de 1964, emprestou seu nome à nossa Biblioteca Municipal, ocasião em que o Poeta doou vários exemplares ao seu acervo.

O poeta é, ao completar 80 anos, o decano daquela Academia. Em 1982, recebeu o título Personalidade do Ano, concedido pela União Brasileira de Escritores Em 1993, foi agraciado com o Prêmio pelo Cinqüentenário de Poesia, concedido pela União Brasileira de Escritores.

Recebeu, em 1982, o Troféu Juca Pato de Intelectual do Ano, concedido pela União Brasileira de Escritores. Juntaram=se aos demais o Prêmio Fundação Bunge de Letras, homenageado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo em 01 de Outubro e hoje pelo Fórum da Comarca de Itanhaém, juntamente com a Câmara Municipal, presenteado com o Título de “Cidadão Itanhaense”

POSTADO POR SULAPIESAN